Biblioteca decreta: A internet é coisa antiga, a web vai acabar, o futuro está num aplicativo de smartfone

INTRODUZINDO AO TEMA

No último dia 15 de agosto, o blog de Aldo Barreto (Pesquisador sênior do CNPq e pesquisador titular no Ibict – http://aldobarreto.wordpress.com) decreta o fim de algo repetido por muitos bibliotecários, mas que já não é uma verdade: Internet é uma nova tecnologia. A Internet com cerca de 20 anos de idade não pode ser encarada como uma nova tecnologia.

Esta visão pode – ou deveria – ocasionar em uma mudança, em que não deveríamos pensar no que a Internet será, como algo abstrato e para futuro, mas no que ela é e nas soluções para “novidades” que já foram implantadas nos últimos 20 anos. Uma dos campos que deve, por exemplo, ser aprofundado e implantado é o do arquivamento da web, já discutido várias vezes neste blog, com a finalidade de encerrar o ciclo de perda de conteúdo, da falta de preservação com a memória da era digital, evitando a perda do conteúdo dos milhares websites que somem da rede ao dia. Neste caso é bom relatar que o arquivamento da web já existe desde a década de 90, várias bibliotecas nacionais, arquivos e universidades já o fazem e que 10 workshops internacionais anuais já foram realizados.

Mas neste artigo o arquivamento da web é só um exemplo de como a Internet não é tão nova assim, aliás, de como muita coisa tida como nova é tão velha que está próxima ao fim. Falamos aqui da constatação (ou provocação, já que muitos veem o caso como um exagero) do Wired, publicada em vários websites brasileiros na ultima semana, de que a web estaria próxima ao fim.

Cabe aqui uma informação para não gerar confusão: WEB (World Wibe Web ou WWW) e Internet são coisas distintas. A Web está na Internet, na forma de visualização de websites em um navegador acessada por uma URL, mas o que não visto desta forma não deixa de estar na Internet, porém não faz parte da web. É o caso dos e-mails visualizados em softwares para computadores, de aplicativos para acompanhamento do twitter, facebook para smartfones, rádios online por aplicativos e muitas outras formas de acessar o conteúdo da Internet sem o uso da web.

É claro que existem níveis do que é uma “nova tecnologia”, dependendo do cenário em que se encontra, e por isto alguns comentários em websites que noticiaram o fim da web demonstravam grande espanto: Como assim o fim da web? Contextualizando, observamos que a visão do Wired é focada nos EUA, onde é grande o índice do uso da Internet por smartfones, levando ao uso do acesso a informação por meio de aplicativos e não por websites, porém, é notório que a realidade brasileira é bem diferente. É bom notar que mesmo para os EUA a afirmação tem uma conotação provocativa.

AGORA O TEMA DESTE ARTIGO – A BIBLIOTECA NOS SMARTFONES

Toda esta introdução faz pensar o que deve ser então a biblioteca na Internet neste momento. Não vamos falar aqui de uma biblioteca de documentos digitais, mas de uma biblioteca tradicional, com seus produtos e serviços em local físico, na Internet.

É bom retornamos ao conteúdo da palestra de Dr. Klaus Ceynowa, da Biblioteca Estadual de Baviera, realizada em 23 de março de 2010 na Biblioteca Nacional e tantas vezes já citada e recitada aqui no Bibliotecno. Em sua fala Dr. Klaus dizia que a biblioteca deve estar presente onde o usuário está (nos buscadores, nas redes sociais), que não adianta belos websites elaborados se não há procura, e que novos serviços devem sempre ser pensados.

Se a biblioteca deve estar onde o usuário está e seguindo a visão do Wired (o bibliotecno também vem participar desta provocação do fim da web), esta então deve migrar para os smartfones, por meio de aplicativos. O bibliotecno não encontrou nenhuma biblioteca brasileira que tivesse um aplicativo para sistemas como Windows Phone (Mobile), Android, Ios, WebOs, Symbian, Blackberry, entre outros, mas observou que nos EUA – onde a web está próxima do apocalipse – tais aplicativos existem. O bibliotecno analisou três aplicativos para sistema Android (do Google, e um dos que mais cresce na atualidade) produzidos pela mesma empresa, verificando seus serviços e produtos prestados.

Antes mesmo de explorar todos os itens dos aplicativos, vamos focar naquilo que  é o principal produto do processamento técnico de uma biblioteca: o catálogo.

Nos três programas, a simplicidade é a palavra de ordem para a interface do catálogo da biblioteca apresentando apenas um campo único para todo o tipo de pesquisa. Tem-se, então,  a mesma experiência das pesquisas em sites de busca, que é referencia de interface para quase todos os usuários em busca de informação na atualidade. Se o usuário está acostumado com o tipo de pesquisa do google, que é a primeira fonte de pesquisa para muitos “navegantes”, a biblioteca deve entregar a ele o mesmo tipo de forma de consulta.

Além de alinhar a forma de busca mais difundida na atualidade, o uso do campo único também colabora com a usabilidade da interface para aplicativos de bibliotecas vistos em aparelhos cuja tela não costuma ultrapassar de 4 polegadas.

Outro fator que merece ser mencionado é que o resultado é exibido em tempo real, ou seja, conforme se digita o termo de busca, que pode ser partes do título, autor, assunto entre outros elementos. Isto também é de extrema utilidade no uso de smartfones, já que permite que o pesquisador não precise digitar um termo ou frase até o fim caso não tenha nada no acervo com aquela formulação de consulta, considerando que a digitação em telas reduzidas, e em muitas vezes por toque na tela, é mais complicada.

Para se ter visão da importância do uso do aplicativo moldado para smartfones, na âmbito do catálogo, foi realizado um teste em um aparelho com tela de 3,5 polegadas em uma consulta no website do CCBB e o resultado não foi dos melhores. Foi necessário selecionar um tipo de busca (autor, assunto e titulo) em ícones pequenos para o toque na tela, encarar uma página intermediária com os resultados mais prováveis e descobrir ao final que a biblioteca não tinha o que eu queria, sem contar na necessidade de ampliar a página a cada momento que se seguia na consulta.

Mas os aplicativos não se resumem apenas a pesquisa no catálogo, mas buscam levar todos os recursos da biblioteca para o aparelho móvel. No aplicativo da “The Seattle Public Library” é possível acessar sua conta na biblioteca, para recursos que tenha a necessidade de estar logado, um item chamado “Ask the Librarian”, um calendário de eventos, endereços da biblioteca, lista de itens recomendados e o facebook da instituição.

O item “Ask the Librarian” é bastante completo, pois permite ao usuário tem uma boa experiência de serviço de referencia à distância que não estamos acostumados a ver nos websites. É permitido enviar uma mensagem de texto, ligar através do aparelho ou conversar via IM, os populares mensageiros instantâneos aqui conhecidos pelo MSN Messenger (Windows Live Messenger), Google Talk e outrora famoso ICQ.

Em calendário de eventos é possível verificar as atrações por tipo, local, entre outras formas, porém, o interessante aqui é o item “podcasts”, onde se pode ouvir os eventos realizados. Este ultimo recurso remete a produção de conteúdo, que poderia ser levado pelas bibliotecas para a Internet. Algumas livrarias já perceberam isto, como a Saraiva que criou o seu “Saraiva Conteúdo” onde se entrevistam autores.

Os smartfones com telas de 3 polegadas ou superiores são excelentes dispositivos para se visualizar vídeos e fotos, o que se poderia somar a distribuição de áudio feito pela biblioteca de Seattle em seu aplicativo. É interessante notar que muitas bibliotecas realizam eventos (palestras, entrevistas, círculos de leitura, hora do conto, entre outros) sem filmar ou gravar em áudio, e que outras que registram, como a Biblioteca Nacional com o seu Quatro as Quartas, em parceria com o Instituto Embratel, mas não disponibilizam imagens em seus websites.

Com os smartfones este tipo de conteúdo levaria o usuário a acessar mais vezes o aplicativo da biblioteca, visualizar os encontros ocorridos e saber dos novos eventos, além, de compartilhar a informação através de aplicativos para twitter e facebook. É bom notar que dificilmente um usuário ligaria seu computador para buscar este tipo de informação no website da biblioteca diariamente, contudo, se feito por aplicativo que tenha um widget (componente que pode ser inserido na tela inicial do aparelho) que liste os próximos encontros, em um dispositivo utilizado várias vezes ao longo do dia, poderia permitir que as informações de eventos da biblioteca pudessem ter uma disseminação/marketing maior.

Outro espaço do aplicativo é destinado ao conteúdo de blogs e podcasts, mas não pense que estamos falando apenas de um blog institucional. A Biblioteca de Seattle mantem blog dos leitores e outro escrito por jovens e os bibliotecários que atendem eles, uma ideia muito interessante. Se um aplicativo permitir a leitura de um blog com a participação de usuários, este também poderia permitir que o usuário escrevesse no blog, o que seria mais uma forma de manter o usuário em contato com o aplicativo, reforçando a presença da biblioteca em seu dia a dia. No caso do blog “teen” da Biblioteca de Seattle é bom lembrar que o publico alvo e autor é a geração que tem maior interação com dispositivos móveis.

Para os dois outros aplicativos analisados os recursos são parecidos, até mesmo pode ser produzidos pela mesma empresa, porém, com a introdução do twitter, rede esquecida por Seattle.

Mas o que se pode perceber, além das bibliotecas brasileiras não aproveitarem as tecnologias da atualidade, foi que os três aplicativos ignoram o GPS dos aparelhos. O GPS poderia ser útil, principalmente para um catalogo coletivo que já indicaria ao usuário a biblioteca mais próxima para a obra por ele procurada no catálogo.

Esta foi uma análise de três aplicativos para smarfones e que em muitos momentos tem um tom provocativo, pois o Bibliotecno reconhece que os smartfones ainda não são tão populares no Brasil como nos EUA e que nossas conexões móveis, via 3G ou Wifi, são extremamente precárias. A questão é estar preparado para o futuro, não esperar ele chegar sem que se tenha uma solução, ou que a solução seja repetir infinitamente que se trata de uma nova tecnologia.

QUER SABER MAIS SOBRE? LEIA UM EXCELENTE ARTIGO SOBRE O TEMA EMhttp://www.slideshare.net/joseph.murphy/online-mobile-research-article-murphy

COMO INSERIR NUMERAÇÃO DE PAGINAS NO WORD 2007 SOMENTE NAS PÁGINAS DESEJADAS

 

 

Olá caros amigos Bibliotecários, hoje iremos solucionar um problema na elaboração de   trabalhos acadêmicos que é a numeração de páginas no Word 2007 somente nas páginas desejadas.

 

Quebra de Seção

A quebra de seção no Word faz que seja possível dividir o documento em partes, como se existisse mais de um arquivo dentro do mesmo documento. É através dessa função que podemos colocar as numerações nas páginas desejadas.

Abra o arquivo desejado no Word 2007 (caso seja um arquivo importante, faça uma copia antes! Vai que dá uma zebra!) 

Selecione a página que deseja iniciar a numeração

Clic do lado direito da ultima letra da página, e entre na guia LAYOUT DE PÁGINA, e escolha o menu Quebra que abrirá as opções de Quebra de Seção, escolha a opção Próxima Página;

Algumas vezes aparece uma página em branco entre as páginas, neste caso você pode unir as duas folhas, (aperte delete até que a página deseja e a pagina anterior estejam juntas então Clic do lado direito da ultima palavra e execute o recomendado acima)

Clic na guia INSERIR, escolha a opção Números de página,

Selecione Inicio de página, selecione o 3° item e en seguida a opção Formatar números de página. Marque a opção Iniciar em: e insira o número de página que deseja que comece a contagem das páginas do documento.

 Desmarque a opção Vincular ao documento anterior;

  Pronto, agora é só apagar o número que aparece na capa, antes ao apagar o numero apaga também toda numeração do texto, agora apagará somente desta seção.

Novidades no Google

27/05/2010 12:15

Anexe imagens diretamente no corpo do email

Novidades Google: anexe imagens diretamente no corpo do email e muito mais   O Google Tradutor, recebeu uma atualização generosa: 26 idiomas agora contam com o recurso de “leitura em voz alta” de frases traduzidas. Lembre-se de que somente na língua para a qual você traduziu é possível...

Tecnologia

 

Como funciona a memória flash (PENDRIVE)

O pendrive é sem dúvida o dispositivo de armazenamento mais popular e o substituto natural do disquete e de sua incrível capacidade de armazenar 1 MB.

A história do pendrive é recente e teve início no ano 2000. Já a da memória flash, que é a memória utilizada nestes dispositivos, começou em 1980 com a Toshiba. Os primeiros modelos de pendrive foram fabricados pela Trek Technology em conjunto com a IBM, e eram chamados de DiskOnKey. A capacidade de armazenamento dos primeiros pendrives começou com 8MB, tendo em vista que os disquetes armazenavam no máximo 1,44 MB isso era muito. O tempo foi passando e, dos míseros 8 MB, chegamos a pendrives com 64 GB ou mais em menos de dez anos de história.

Os pendrives também são conhecidos por USB Flash Drives, pois utilizam uma memória flash como modo de armazenamento. Uma das vantagens desse tipo de memória para as demais é o fato de ela ser eletrônica e não magnética – como eram os disquetes -, dessa maneira os dados gravados dificilmente se perdem caso haja interferências de campos magnéticos. Possuem um chip gravável e regravável e o processo de armazenamento se dá por meio de elétrons que ao receberem carga positiva se tornam um número 1 e, ao perder em carga, se transformam em 0. É o famoso código binário em ação. Além de ser seguro, pequeno e fácil de usar, outro fator que faz dos pendrives verdadeiros sucessos de venda é a possibilidade de encontrar modelos os mais diversos.

Além de ter todos estes atributos, os pendrives também fazem sucesso por terem adotado a famosa entrada USB com porta de comunicação. Esse tipo de conexão foi desenvolvido com o intuito de tornar a comunicação do computador com outros dispositivos mais rápida.

Outra função da adoção e massificação da porta USB foi para tentar padronizar as entradas dos computadores. Desta forma, com o tempo elas acabaram se tornando mais populares que os próprios leitores de CDs, justamente por permitirem a conexão de vários dispositivos com a máquina, não somente para a leitura de dados.

Por terem se tornado “pop stars”, os pendrives estão constantemente na mira de falsificadores e, junto a outros equipamentos eletrônicos como: celulares, MP3 e MP4 players. As marcas líderes deste mercado como a Kingston, SanDisk, HP e Memorex, por exemplo, são as que mais sofrem com falsificações.

O pior é que as falsificações estão ficando a cada dia mais perfeitas, dessa maneira é difícil para o consumidor saber quando está comprando gato por lebre. Por isso, a Kingston, por exemplo, disponibiliza ao seu consumidor um site para identificar pendrives falsos.

O pendrive é o queridinho dos usuários que precisam transportar arquivos de um lado para o outro. Em primeiro lugar por ser seguro e também, atualmente, acessível, hoje ele reina soberano nos bolsos e portas USB pelo mundo afora. Contudo, apesar de o pendrive estar em evidência, os fabricantes nunca deixam de inovar  e criar novos formatos, para que capacidades e melhorias são adicionadas ao dispositivo.

 
   
 

 

 

fonte: http://www.baixaki.com.br/info/3189-como-funciona-um-pendrive-.htm

Adaptado por: Antonio Costa

 

 

 

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